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Os riscos da tecnologia de reconhecimento facial

Presidente da Microsoft quer debater os problemas relacionados ao uso crescente do reconhecimento facial por meio de fotos e câmeras digitais

Os riscos da tecnologia de reconhecimento facial
A Microsoft é a primeira grande empresa de tecnologia a discutir o problema (Foto: Alexander Baxevanis/Flickr)

Em um blog postado em 13 de julho no site da Microsoft, o presidente da empresa, Brad Smith, pediu ao governo que providenciasse a criação de uma comissão bipartidária no Congresso para estudar a regulamentação do uso da tecnologia de reconhecimento facial nos EUA.

“A regulamentação governamental é importante para controlar o uso abusivo do reconhecimento facial”, escreveu Smith. “Sem medidas regulamentares, as autoridades podem confiar em informações erradas ou tendenciosas para decidir quem seguir, investigar ou até mesmo prender em casos de crimes”.

A Microsoft é a primeira grande empresa de tecnologia a discutir problemas relacionados ao uso crescente do reconhecimento facial por meio de fotos e câmeras digitais.

Em maio, ativistas que defendem os direitos civis nos EUA pediram à Amazon que interrompesse a venda do software de reconhecimento facial para o governo, porque a tecnologia estava sendo usada para reconhecer etnias, além de controlar a entrada de imigrantes e refugiados no país.

Apesar de Smith ter elogiado o uso da tecnologia na procura de crianças desaparecidas ou na identificação de terroristas, outras utilizações não respeitavam o direito à privacidade.

“É inadmissível pensar que o governo possa rastrear todos os lugares pelos quais uma pessoa passou no último mês sem a permissão dela”, escreveu. “É também inaceitável que as empresas criem bancos de dados com informações sobre todas as pessoas que participam de comícios nos quais é exercido o direito da liberdade de expressão”.

“Com o uso da tecnologia do reconhecimento facial, as lojas de um shopping podem compartilhar informações sobre as preferências dos clientes sem o conhecimento deles”, acrescentou.

Smith disse ainda que a regulamentação do governo “não isenta as empresas de tecnologia de seguir seus princípios éticos, quando a relação com os clientes envolve riscos aos direitos humanos”.

Por fim, Smith negou que o contrato da empresa com o Immigration and Customs Enforcement tenha envolvido o uso do reconhecimento facial na separação das famílias de imigrantes ilegais na fronteira com o México, como noticiado pela imprensa.

 

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Fontes:
The Guardian-Microsoft calls for facial recognition technology rules given 'potential for abuse'

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