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Putin sanciona lei que pode isolar internet da Rússia

Lei apenas protegeria internet russa em caso de queda da internet mundial. Analistas, no entanto, afirmam que legislação poderia limitar o acesso à rede

Putin sanciona lei que pode isolar internet da Rússia
Nova lei entra em vigor no próximo mês de novembro (Foto: Kremlin.ru)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, sancionou a lei que cria uma internet russa independente. A legislação, conhecida como Internet Russa (Runet), que pode isolar a rede do país, entra em vigor no próximo mês de novembro.

Segundo a agência de notícias Tass, a lei apenas garante que, caso haja uma ameaça à operação estável da internet na Rússia, o Serviço Federal de Supervisão de Comunicações, Tecnologia da Informação e Mídia de Massa poderia garantir o funcionamento da rede interna.

Ou seja, segundo o projeto, caso a Rússia seja derrubada da World Wide Web – a internet tradicional –, o país conseguiria manter a rede funcionando de maneira independente. Quando aprovada na Câmara Baixa da Rússia (Duma), os deputados alegaram que a medida protegeria a soberania do país.

Analistas, no entanto, acreditam que a lei pode limitar a internet na Rússia. Isso porque todo o tráfego de dados do país passaria por autoridades do governo. “A Rússia criou, assim, a estrutura legal para poder desativar partes da internet e controlar mais fortemente qual tipo de rede os russos podem ter no país”, explicou Joris van Hoboken, especialista em proteção de dados.

A limitação da internet na Rússia não é novidade. O país está trabalhando, juntamente com a China, desde 2016, para limitar o tráfego online no país. Isso porque o governo russo acredita que a rede seja majoritariamente controlada pelos Estados Unidos. Os países estão atuando juntos para aplicar a chamada “cortina de fumaça virtual” da China na Rússia. Relatos apontam que diferentes conteúdos de empresas como LinkedIn e Telegram já foram bloqueados.

Outros países, como Irã, Vietnã, Cuba e Coreia do Norte também contam com uma internet bastante limitada. No entanto, o relatório Freedom on the Net 2018 mostra que isso é uma tendência global, com a liberdade na rede recuando pelo oitavo ano seguido.

Segundo o relatório, China, Irã e Síria são os países que mais limitam a internet no mundo, com uma rede classificada como “não livre”. Países como Brasil, Peru e Colômbia contam com uma rede “parcialmente livre”, enquanto Estados Unidos, Japão, Canadá, entre outros, têm uma “internet livre”.

“Dos 65 países avaliados pelo Freedom on the Net, 26 experimentaram uma deterioração na liberdade da internet [em 2018]. Quase metade de todos os declínios estava relacionada a eleições”, destaca o relatório. O estudo ainda acusa a China de estar treinando outras nações no autoritarismo online. Segundo o relatório, autoridades chinesas realizaram treinamentos e seminários com representantes de 36 países.

Fontes:
DW-Rússia mira modelo chinês e cria internet própria
Tass-Putin signs law on reliable Russian Internet

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1 Opinião

  1. Almanakut Brasil disse:

    Esse é o “parceiro” que a corja petralha arrumou para o Brasil, no BRICS.

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