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Ao olhar para a imagem ao lado, você pode achar que se trata de um emaranhado de caracteres, ou apenas de uma imagem com definição ruim. Na verdade, trata-se de uma espécie de código de barras bidimensional, capaz de ser lido por celulares, e intitulado QR Code – Quick Response Code.
Os QR Codes estão muito próximos dos conceitos de Web 2.0, convergênca digital e mobilidade, tão fortes nesta era digital em que vivemos. Ao visualizar um desses códigos de barras bidimensionais, seja num anúncio em uma metrópole, num cartão de apresentação ou até mesmo no cartaz do III Prêmio Opinião & Notícia, pode-se, de celular em punho, “ler” o que está escrito ali — geralmente o link de um site, textos, mensagens SMS, números de telefone.
Para fazer essa “leitura”, é necessário que o celular tenha, além de uma câmera que pode ser simples, um programa capaz de ler QR Codes instalado. Esses programas, chamados de leitores de código de barras, podem ser adquiridos gratuitamente junto às operadoras. Todas as quatro principais do Brasil já os oferecem. Há também algumas opções online, como o Kaywa Reader. Com esses recursos, basta apontar a câmera do celular para o código para decifrá-lo.
Esses códigos de barras evoluídos — com barras horizontais e verticais que os permitem agregar uma grande quantidade de informação, enquanto os códigos de barras tradicionais têm apenas barras verticais — são capazes de fazer uma conexão interessante entre o “real” e o virtual. Por isso, eles têm se mostrado uma grande promessa no mundo do marketing e da publicidade. Ao passar em frente a um outdoor com um QR Code, por exemplo, um consumidor que fica curioso e mira seu celular para ele pode ser levado ao link de um site e já acessá-lo com o mesmo celular que leu o código. É uma integração completa entre a mídia tradicional e a Web.
Mario Cavalcanti, pesquisador de mídias digitais e criador do site Jornalistas da Web, dá alguns exemplos de lugares onde o uso dos QR Codes já é mais comum, e explica como ele vem sendo utilizado. “Em países onde a cultura do QR Code está bem disseminada, como Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos e Alemanha, os códigos de barra são aplicados em embalagens de produtos, em mobiliários urbanos, em vitrines de lojas, em pontos turísticos, entre outros”. Além disso, ele afirma que é possível notar a presença desses códigos de barras modernos em produtos como embalagens de barras de chocolate — contendo informações nutricionais ou links para o download de algo relacionado à marca. “Os QR Codes são aplicados também em postes públicos, onde carregam informações sobre aquela área ou sobre o metrô mais próximo. As possibilidades são muitas. Aqui no Brasil, estão se tornando comuns em jornais e revistas”.
O futuro dos QR Codes
Os QR Codes podem não ser ainda tão conhecidos, mas alguns fatores podem contribuir para aumentar a sua visibilidade. “Acho que a popularização do QR Code vai se dar em conjunto com a massificação das funcionalidades secundárias dos celulares. Hoje em dia, todo mundo usa o celular para falar, muitos usam para tirar fotos e ouvir música, mas poucas pessoas o usam para acessar a Internet”, explica Mario Cavalcanti.
Cavalcanti complementa que a popularização desse recurso depende também do crescimento do número de ações por parte de empresas e pode vir a acontecer com a mesma frequência com que são utilizadas as mensagens do tipo SMS, em promoções na TV, rádio ou em embalagens de produtos. Com todas essas perspectivas, parece não haver dúvida de que os QR Codes se tornarão bem conhecidos de todos à medida que os hábitos relacionados à mobilidade digital evoluem. E você, já consegue decifrar o que está escrito no QR Code aí do lado?