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Robôs podem desenvolver preconceito

Novo estudo mostrou, através de simulações, que robôs com inteligência artificial podem desenvolver preconceito contra outros robôs de fora do grupo

Robôs podem desenvolver preconceito
Robôs se mostraram capazes de desenvolver o comportamento humano (Foto: Pixabay)

Um novo estudo, feito por pesquisadores das Universidades de Cardiff e MIT, mostrou que é possível que robôs com inteligência artificial desenvolvam preconceito. O comportamento é bem semelhante ao do ser humano.

Os cientistas notaram que os robôs, que funcionavam dentro de um simulador de trabalho em equipe, desenvolviam preconceitos contra outros robôs que não faziam parte do seu time. “Grupos de máquinas autônomas poderiam demonstrar preconceito simplesmente identificando, copiando e aprendendo esse comportamento uns dos outros”, escreveram os pesquisadores.

Para analisar a teoria, os pesquisadores usaram um simulador para executar um jogo simples, com doações para festas dentro ou fora do grupo pessoal do robô, levando em conta a reputação e a estratégia de doação. Dessa forma, foi possível notar que o preconceito era maior com os que não ingressavam o grupo do robô.

“Nossas simulações mostram que o preconceito é uma força poderosa da natureza e, através da evolução, pode facilmente ser incentivada em populações virtuais, em detrimento de uma conectividade mais ampla com os outros. A proteção contra grupos prejudiciais pode inadvertidamente levar indivíduos a formar outros grupos prejudiciais, resultando em uma população fraturada. Tal preconceito generalizado é difícil de reverter”, explicou o professor Roger Whitaker, da Universidade de Cardiff, co-autor do estudo.

O preconceito cresceu de forma simples no simulador, demonstrando que os robôs podem copiar esse tipo de comportamento humano. Por isso, para Whitaker, é hora de analisarmos a autonomia que damos aos robôs.

“É possível que máquinas autônomas com a capacidade de identificar com discriminação e copiar outras possam, no futuro, ser suscetíveis a fenômenos prejudiciais que vemos na população humana”, destacou.

No entanto, quando foram criadas subpopulações diferentes dentro da simulação, o preconceito caiu, o que também é visto dentro do comportamento humano. Isso porque o status de minoria é reduzido, o que diminui a probabilidade de preconceito, segundo explicou Whitaker.

“Com um maior número de subpopulações, alianças de grupos não prejudiciais podem cooperar sem serem exploradas. […]  No entanto, isso também requer circunstâncias em que os agentes têm uma disposição maior para interagir fora de seu grupo”, apontou.

Fontes:
Tech Crunch- Robots can develop prejudices just like humans

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