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TECNOLOGIA SUBAQUÁTICA

A tecnologia como aliada dos oceanos

Os avanços tecnológicos estão revolucionando a pesquisa científica e a exploração das riquezas dos oceanos e mares

A tecnologia como aliada dos oceanos
Hoje, os drones subaquáticos alcançam lugares antes inatingíveis (Foto: Wikimedia)

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Em 1971, o oceanógrafo francês, Jacques Cousteau, fez um apelo para que as pessoas mudassem seu comportamento em relação aos oceanos. “Devemos cultivar o mar e proteger sua fauna e flora, como se fôssemos fazendeiros, em vez de caçadores”, disse. “Isso se chama civilização.” O pedido de Cousteau não foi atendido pelos ouvidos insensíveis na época. A preocupação com o meio ambiente estava apenas no começo e os seres humanos ainda lidavam com o mar como predadores. Na última década, no entanto, com a crescente conscientização ambiental ficou claro que o relacionamento caçador-coletor não podia continuar. Além disso, a tecnologia criou uma nova forma de interação do ser humano com os oceanos.

Hoje, os drones subaquáticos alcançam lugares antes inatingíveis, como, por exemplo, embaixo de geleiras na Antártida, para avaliar o impacto do aquecimento global. Novos barcos robóticos não tripulados navegam pelos mares coletando dados sobre a temperatura da água, agentes poluentes, e concentrações de dióxido de carbono e oxigênio. É possível transferir esses dados instantaneamente para o litoral de qualquer lugar do oceano por meio da internet, e já existem mercados para esses dados entre meteorologistas, administradores de indústrias de pesca e especialistas em aquicultura, bem como empresas de petróleo e gás.

Novos tanques de criação de peixes no oceano equipados com alimentadores automáticos permitem que mais peixes sejam criados em águas profundas, uma maneira de minimizar os efeitos da pesca em excesso. Os radares e sensores usados com fins militares detectam a presença de submarinos em missões secretas.

O progresso na fabricação de componentes eletrônicos menores, mais baratos e que usam menos energia, possibilitou o desenvolvimento de drones, robôs e pequenos satélites que revolucionaram a observação do espaço e dos oceanos. As baterias de íon de lítio permitem que os drones subaquáticos tenham uma autonomia de carga de até 60 horas, o que corresponde a um percurso de cerca de 400 km. Os minissubmarinos robóticos não tripulados pesquisam o fundo do mar à procura de jazidas de minérios em locais impossíveis de serem atingidos por mergulhadores devido à pressão da água.

Mas é preciso evitar os erros do passado em que a tecnologia permitiu a exploração predatória de produtos de origem mineral, vegetal e animal. Com o objetivo de regulamentar a exploração de minérios nos oceanos, a International Seabed Authority está examinando o projeto de extração de minérios na costa oeste do México e, segundo as previsões, ele deverá ser aprovado em 2019. Outras medidas de proteção ambiental darão uma nova dimensão à relação do homem com a natureza.

Fontes:
The Economist-How technology is changing humans’ relationship with the oceans

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