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Tecnologia naval

Uma nova tecnologia pode tornar os navios mais versáteis, eficientes e limpos

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Far Solitaire, o primeiro de uma nova classe de embarcações repletas de novas tecnologias (Fonte: Reprodução/The Economist)

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A Noruega é um importante centro de inovação naval e diversas companhias multinacionais têm operações lá. Uma delas é a divisão naval da Rolls-Royce, uma empresa britânica, que está colaborando com a Farstad, uma empresa naval baseada em Alesund, e com a STX OSV, uma armadora. O resultado desses esforços é o Far Solitaire, o primeiro de uma nova classe de embarcações repletas de novas tecnologias que prometem tornar a navegação mais segura, limpa e barata.

O Far Solitaire foi projetado como um navio para atender plataformas do setor de petróleo e gás do Mar do Norte. Isso quer dizer que esta não se trata de uma embarcação de grande porte. O Far Solitaire tem 91 metros de comprimento (um terço do comprimento de um navio-container), um porte bruto de 5.700 toneladas e um custo de cerca de US$ 70 milhões. Mas algumas de suas inovações são aplicáveis a embarcações de todos os tipos.

No momento, o Far Solitaire está sendo armado pela STX OSV em seu estaleiro em Tomrefjord. Em outubro, o navio será entregue à Farstad, que o utilizará para atender plataformas nos mares da região, os quais são conhecidos por serem bastante revoltos. Basicamente, o Far Solitaire tem que conseguir manter a sua posição enquanto transfere cargas com vários materiais nocivos que são empregados em perfurações ou bombeados em reservatórios a fim de melhorar o processo de extração. Tais transferências são potencialmente perigosas às pessoas envolvidas e ao meio ambiente.

Uma das inovações mais importantes do Far Solitaire é o seu casco capaz de perfurar ondas. Em vez de navegar sobre as ondas, como a maioria dos navios o faz, ele pode atravessá-las. Trata-se de uma mudança crucial. Quando um navio navega sobre as ondas, seus motores perdem e ganham velocidade conforme seu casco sobe e desce. Ao perfurar as ondas, o Far Solitaire poderá manter seus motores em uma velocidade constante. Isso cortará o consumo de combustível, reduzirá o desgaste e tornará a vida da tripulação mais segura e confortável.

Fontes:
The Economist - Marine technology: A voyage of discovery

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