Kawasaki Z1000: motor, consumo, preço, detalhes

A Kawasaki Z1000 é uma naked de alta performance vendida no Brasil e concorre diretamente com a Honda CB 1000 R, o modelo mais conhecido desse segmento.

Outra concorrente é a Suzuki GSX-S 1000 A, mas a Z1000 teve ainda outras duas concorrentes, não mais vendidas aqui: BMW S 1000 R e a Triumph Speed Triple R.

Com visual extremamente agressivo, a Kawasaki Z1000 é uma motocicleta que se destaca em meio ao trânsito e também na estrada, gerando forte impulso e aceleração.

Desenvolvida no Japão, onde também é produzida, a Z1000 é derivada da Kawasaki Ninja ZX-10R, que no Brasil custa R$ 115.190.

O preço é bem mais alto, assim como o desempenho, em relação à Z1000, que parte de R$ 72.190.

Na mesma faixa de preço e proposta, a CB 1000 R custa R$ 71.900, enquanto a GSX-S 1000 A sai por R$ 73.000.

Kawasaki Z1000 – novidades

A Kawasaki Z1000 2022 tem como novidade os novos ajustes no motor e chassi, que proporcionam uma pilotagem mais rígida e direta, empurrando para cima das rivais de Honda e Suzuki.

Na Z1000, os novos ajustes na ECU garantem que a potência seja entregue com mais suavidade, contribuindo para melhor pilotagem sem ser exageradamente agressiva.

Isso, contudo, não tira o brilho da Z1000, que continua sendo uma explosão de performance, indo de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos com velocidade final de 240 km/h.

Com consumo médio de 18 km/l, a Kawasaki Z1000 tem como principais destaques, resposta direta do acelerador, som do escape fenomenal e conjunto ótico de LED.

Ela também dispõe de pinças de freio monobloco de montagem radial, estrutura de tubo duplo do quadro de alumínio rígido e suspensão traseira horizontal back-link.

Além disso, a Z1000 usa e abusa do estilo Sugomi, um conceito de design inspirado em predadores de caça, que ficam na espreita e com olhos aguçados, partindo em explosão de força até à presa.

O conceito Sugomi também se traduz em performance aliada ao design, porém, a Kawasaki não aposta em poder ou rapidez e sim na “alegria” de pilotagem.

Ainda assim, a felicidade apontada é referente ao universo da própria Z1000, ou seja, bem anos-luz de distância de uma touring ou adventure, por exemplo.

Seu quadricilíndrico de quatro tempos e refrigeração líquida, tem comando DOHC, assim como 16 válvulas e 1.043 cm³.

Dotada de injeção eletrônica de combustível, a Kawasaki Z1000 despeja 142 cavalos a 10.000 rpm e 11,3 kgfm a 7.300 rpm.

Ela tem câmbio de seis marchas e embreagem deslizante para evitar o travamento da roda traseira em reduções brutais, tendo ainda assistência para limitação de torque.

A pilotagem em posição agressiva é ajudada pelo comportamento dinâmico de alta performance, com suspensão dianteira invertida com amortecedores da Showa.

A Kawasaki Z1000 teve uma edição chamada R, que usava freios Brembo e suspensão traseira com amortecedor da Öhlins, mas no primeiro caso, apenas os freios da Kawasaki possuem discos estilo pétala.

Na Z1000, o pacote inclui válvulas de aceleração dupla, indicador de marcha econômica e freios ABS, além de rodas esportivas aro 17 polegadas com 120/70 R17 e 190/50 R17.

Pesando 221 kg, a Z1000 tem tanque de 17 litros, que teoricamente lhe confere autonomia de apenas 306 km.

Visualmente, ela ganhou novas setas e para-lamas internos com formas agudas, assim como um novo sistema de escapamento para atender ao Promot 4.

Com garantia de dois anos, a Kawasaki Z1000 é oferecida somente na cor verde Emerald Blazed Green, característica da marca japonesa.

Kawasaki Z1000 – detalhes

 

A Kawasaki Z1000 usa o conceito de design Sugomi e por isso a frente da “super naked”, como diz a marca, tem um conjunto ótico rebaixado, tendo dois faróis full LED com projetores avançados.

Com máscara aerodinâmica sobre os faróis, o conjunto frontal tem ainda aplique em preto brilhante, tendo repetidores de direção em LED na parte inferior.

Logo abaixo fica a suspensão dianteira com bengalas invertidas e para-lama aerodinâmico na cor verde, tendo ainda roda esportiva de liga leve aro 17 polegadas com pneu 120/70 R17.

Ao centro da roda, dois discos semi-flutuantes com forma de pétala e 310 mm, tendo ainda sistema de freios da Kawasaki com pinças radiais duplas de quatro pistões com sistema ABS.

No topo, painel digital com display LCD abaixo, tendo velocímetro, nível de combustível e computador de bordo, com conta-giros gráfico em LED na parte superior.

Interessante é que até 3.000 rpm, a rotação aparece no display digital, mas acima de 4.000 rpm, surge em forma de luzes de LED, já citado.

Há também uma luz indicadora de troca de marcha eficientemente (consumo).

Próximo, o guidão cônico de alumínio possui comandos de faróis, piscas, buzina, lampejador de farol, corta-corrente e partida elétrica.

Também tem retrovisores aerodinâmicos e ajustáveis, manetes em alumínio e manoplas ergonômicas.

O tanque é volumoso e aerodinâmico, com 17 litros de capacidade e tampa aeronáutica em alumínio.

Já o banco duplo tem dois níveis e revestimento antiderrapante, com a rabeta elevada e lanterna em LED com repetidores de direção no suporte do para-lama.

O conjunto tem ainda luz de placa em LED e suporte da mesma no para-lama projetado sobre a roda traseira, com aro 17 polegadas e construção em liga leve.

Com balança back-link em cor preta, a roda tem ainda disco ventilado em forma de pétala com 250 mm e pinça flutuante com um pistão e sistema ABS.

A relação de coroa, corrente e pinhão é protegida por uma capa preta e elevada. O pneu da roda mede 190/50 R17.

O escapamento tem duas saídas duplas chamando atenção pelo design e por ter quatro saídas como nas motocicletas clássicas dos anos 70, diferindo muito das rivais.

O passageiro tem pedaleiras retráteis com suporte fixo no quadro, bem como quadro maciço de alumínio em preto-fosco, enquanto o motor tem bloco estilizado em preto-fosco.

Sob o motor e câmbio, há um catalisador para o escape, assim como um spoiler de desenho aerodinâmico, que se harmoniza com as carenagens laterais em forma de asa de morcego ao lado do motor.

O radiador do motor fica entre essas aletas laterais e os escapes ficam logo atrás dele.

Kawasaki Z1000 – versões

A Kawasaki Z1000 tem somente uma versão oferecida no Brasil, sem denominação, mas até pouco tempo atrás, havia a R Edition, que tinha freios da Brembo e suspensão traseira com amortecedor da Öhlins.

No modelo atual, a vantagem é ter discos em pétala, mas perde-se na oferta dos dispositivos acima citados, que encareceriam a moto.

Preços

Qual é o preço da Kawasaki Z1000?

O preço da Kawasaki Z1000 está em conformidade com o mercado nacional, onde as naked’s de alta performance e 1.000 cilindradas possuem valores na casa dos R$ 72.000 em média, com pouca diferença para esta japonesa.

Com isso, a Z1000 mostra um equilíbrio de preço, mas perde na garantia de 2 anos contra 3 anos da Honda CB 1000 R, por exemplo.

Equipamentos

Kawasaki Z1000 – Motor de 1.043 cm³ e câmbio de seis marchas, mais embreagem assistida e deslizante, rodas esportivas de liga leve aro 17 polegadas, pneus 120/70 R17 na frente e 190/50 R17 atrás.

Freios de pinças de quatro pistões na frente e um pistão atrás, freios com ABS, discos ventilados de 310 mm na frente e 250 mm atrás, faróis full LED, lanterna em LED, piscas em LED e escape com quatro saídas.

Partida elétrica, injeção eletrônica multiponto, cluster digital, banco em dois níveis, suspensão dianteira invertida, suspensão traseira com amortecimento horizontal, guidão cônico, retrovisores ajustáveis, entre outros.

Kawasaki Z1000 – motor

A Kawasaki Z1000 tem um motor quadricilíndrico de quatro tempos com cabeçote de duplo comando de válvulas, mais quatro válvulas por cilindro e refrigeração líquida.

Com 1.043 cm³, o propulsor da Z1000 tem diâmetro x curso do pistão de 77,0 mm x 56,0 mm, bem como taxa de compressão de 11,8:1.

Tendo sistema de injeção eletrônica multiponto com válvula de dupla aceleração e gasolina como combustível, a Z1000 tem ainda lubrificação forçada com cárter úmido.

O propulsor entrega 142 cavalos a 10.000 rpm e 11,3 kgfm a 7.300 rpm, tendo ainda câmbio de seis marchas sincronizadas com embreagem assistida e deslizante.

Esta possui múltiplos discos banhados a óleo e sistema de limitação de torque, visto que a Kawasaki Z1000 não tem controle de tração e nem modos de condução.

A relação de transmissão final é feita por meio de pinhão, corrente e coroa, esta última interna na balança back-link.

Desempenho e consumo

A Kawasaki Z1000 tem excelente performance, que é a proposta principal da moto, além do design extremamente agressivo.

Assim, com um motor de quatro cilindros , a naked 1.000 da marca japonesa vai de 0 a 100 km/h em apenas 3,7 segundos.

Já de 0 a 200 km/h, ela precisa de 11,4 segundos e sua velocidade final é de 240 km/h.

Quanto a Kawasaki Z1000 faz por litro?

No caso do consumo, a Z1000 tem média de 18 km/l, segundo o fabricante, permitindo uma autonomia teórica de 306 km, considerando o tanque de 17 litros.

Isso numa condução normal, dentro dos limites da estrada, mas em desempenho esportivo, o consumo tenderá a cair muito.

Kawasaki Z1000 – concorrentes

Honda CB 1000 R

A Honda CB 1000 R é a maior rival da Kawasaki Z1000, mas na Fenabrave, a moto do fabricante de robôs industriais é a que mais vende, ainda que a rival da marca de carros seja a mais popular.

Na tabela, a CB 1000 R nem consta entre as mais vendidas, mesmo sendo da Honda, parecendo estranha a ausência.

Com estilo Neo Sports Café, a Honda CB 1000 R tem visual bem expressivo, chamando atenção para seu farol full LED circular, a motocicleta também destaca o escape 4×2 com enorme silencioso estilizado.

Tendo rabeta ausente de para-lama, que fica preso à suspensão traseira, a CB 1000 R destaca-se mais por ter um monobraço traseiro e suspensão dianteira invertida, ambas com amortecimento da Showa.

Com freios da Tokico e sistema ABS, ela tem duplo disco dianteiro com 310 mm e traseiro único com 256 mm, igualmente dotado de sistema ABS.

A CB 1000 R tem alerta de frenagem na lanterna em LED, assim como coroa externa na relação e rodas esportivas aro 17 polegadas com pneus 120/70 R17 na frente e 190/55 R17 atrás.

Tal como a Z1000, a CB 1000 R tem embreagem deslizante e acelerador eletrônico, dispondo ainda de controle de torque Honda Selectable Torque Control (HSTC).

A Honda CB 1000 R tem ainda conectividade Honda Smartphone Voice Control System (HSVCS), permitindo parear o smartphone com o cluster digital e fornecer até navegação por GPS, por meio de um app dedicado.

Com quatro modos de condução (Sport, Rain, Standard e User), a CB 1000 R se mostra mais avançada tecnologicamente em relação à Z1000.

Seu motor de quatro cilindros com 998,4 cm³ com refrigeração líquida, tem 142,8 cavalos a 10.500 rpm, além de 10,2 kgfm a 8.250 rpm, perdendo assim em torque para a Kawasaki.

Seu tanque de 16,1 litros, a CB 1000 R tem consumo mais alto, com média de 16,1 km/l ou autonomia teórica de 259 km.

Já de 0 a 100 km/h, a CB 1000 R bate a Z1000 por muito, fazendo de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos, mas com máxima de 233 km/h.

Suzuki GSX-S 1000 A

suzuki gsx s 1000a

A Suzuki GSX-S 1000 A é outra rival da Kawasaki Z1000 e tem visual mais tradicional e até antiquado se comparado com os estilos Sugomi e Neo Sports Café das concorrentes.

Com farol grande e simples, a GSX-S 1000 A tem ainda piscas grandes e carenagens laterais em forma de “S” estilizado da marca japonesa.

Tendo assento duplo em dois níveis, a naked da Suzuki, derivada da GSX-R 1000, tem rabeta com lanterna em LED, combinando com as quatro luzes diurnas em LED frontais.

Com spoiler sob o motor, a Suzuki GSX-S 1000 A tem escapamento 4×1 com ronco excelente, além de controle de tração em três níveis.

Tendo suspensão invertida na frente e monoamortecida atrás, a Suzuki GSX-S 1000 A tem freios da Brembo com discos duplos na frente, tendo 310 mm.

O freio traseiro tem 250 mm e também ABS com pinças da Brembo. A moto da Suzuki tem sistema de partida rápida e guidão cônico.

Seu motor de quatro cilindros em linha tem refrigeração a água, com duplo comando no cabeçote e 16 válvulas.

Com injeção eletrônica, o propulsor de 999 cm³ garante 150 cavalos a 10.000 rpm e 11,01 kgfm a 9.500 rpm.

O câmbio tem seis marchas sincronizadas.

Ainda que seu visual pareça antigo, ela é bem mais potente que a Z1000 e também que a CB 1000 R, indo de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos e com final de 241 km/h.

O modelo é oferecido em quatro cores: preta, azul, cinza e branco.

Kawasaki Z1000 – fotos

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