Foto: Divulgação / SIE
O Governo de Santa Catarina utilizou uma solução inovadora de engenharia para acelerar uma das obras do programa Estrada Boa, da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade. No complexo viário que conecta a rodovia Antônio Heil (SC-486) à BR-101, em Itajaí, blocos de poliestireno expandido (EPS), conhecido popularmente como isopor, foram utilizados sob o asfalto para estabilizar o terreno e oferecer mais eficiência na execução da estrutura.
A inovação garantiu o término da obra dos dois elevados, na interseção entre a SC-486 e a BR-101, nove meses antes do prazo. O projeto recebeu investimento de aproximadamente R$ 60 milhões e ajudou a resolver um dos principais gargalos de mobilidade do Litoral Norte catarinense.
“Essa tecnologia é inovadora. Imagina você usar isopor para substituir o aterro nas nossas obras viárias. E o melhor é que a gente consegue acelerar o cronograma e entregar antes do prazo, como foi caso dessa obra de interseção da BR-101 com a Antônio Heil que ficou uma maravilha e tem ajudado muito os motoristas que circulam na região”, destacou o governador Jorginho Mello.
Na prática, o EPS substitui o aterro tradicional de terra ou rocha em regiões onde o solo é muito úmido e instável. O material funciona como um enchimento ultraleve. O sistema construtivo inclui o assentamento dos blocos de isopor, camadas de drenagem, membranas de proteção e, por fim, a base estrutural e o asfalto.
A principal vantagem da técnica é o peso reduzido do material. O poliestireno expandido pode ser até 100 vezes mais leve que a terra. Em obras convencionais sobre solos moles, é necessário aguardar longos períodos — que podem chegar a anos — para que o terreno se compacte naturalmente. Com o uso do EPS, essa espera praticamente deixa de existir, permitindo a execução das etapas seguintes de forma muito mais rápida.
Apesar da leveza do material, a estrutura é projetada para suportar o tráfego pesado da região. O peso dos veículos é distribuído pelas camadas estruturais da via, garantindo resistência à passagem de caminhões e carretas. O isopor utilizado na construção também recebe aditivos que evitam a propagação de chamas e é protegido contra agentes químicos. A vida útil estimada desse tipo de estrutura varia entre 50 e 100 anos, com manutenção adequada.
Além do avanço tecnológico, a nova estrutura tem importância estratégica para a logística do estado. O elevado melhora o fluxo entre Itajaí e Brusque, facilitando o deslocamento de veículos e o escoamento da produção industrial e agrícola do Vale do Itajaí em direção à BR-101 e ao Porto de Itajaí.
“Essa obra é um exemplo de como cada uma delas é pensada e projetada. Ali a Secretaria encontrou a solução do EPS, um material leve que resolve o problema da instabilidade do solo. Falando o português claro, ali é um banhado, mesmo assim a obra avançou em ritmo acelerado”, explicou o secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper.

