Poucos clubes europeus têm uma ligação tão profunda com o futebol brasileiro quanto o Barcelona. A lista de brasileiros que jogaram no clube atravessa mais de sete décadas e inclui vários vencedores da Bola de Ouro, artilheiros históricos e jogadores que redefiniram o estilo de jogo da própria posição.
Esta bela parceria começou em 1957, com a chegada de Evaristo de Macedo à Catalunha. Desde então, o Camp Nou se acostumou a aplaudir o sotaque brasileiro nos momentos que mais pesam.
Tanto o campeonato espanhol quanto a Champions League seguem no radar do torcedor brasileiro que gosta de acompanhar o dia a dia do futebol europeu. Caso queira ver de perto essas competições, é possível encontrar o calendário completo na área de apostas de Futebol na Betfair, que reúne os principais campeonatos do continente.
Reunimos abaixo cinco nomes que, com o estilo brasileiro de jogar, mudaram o rumo do clube.
Romário, o Baixinho que completou o Dream Team
O lendário jogador holandês e treinador do Barcelona à época, Johan Cruyff, pediu um centroavante para fechar o elenco em 1993 e escolheu Romário, que tinha se destacado no PSV Eindhoven. O Barcelona pagou cerca de 10 milhões de dólares ao clube holandês e colocou o baixinho ao lado de nomes como Guardiola, Koeman, Laudrup, Stoichkov e Bakero.
A adaptação foi imediata. Na temporada 1993/94, Romário marcou 30 gols em 33 jogos de La Liga, levou o troféu Pichichi e foi peça central do título espanhol. Também anotou cinco hat-tricks no mesmo ano, marca que só seria superada por Lionel Messi na temporada 2011/12.
Até hoje, seu jogo mais lembrado é o 5 a 0 sobre o Real Madrid, em janeiro de 1994. Romário fez três gols, incluindo a jogada histórica em que pediu a bola a Guardiola de costas para o gol e aplicou um drible da vaca no zagueiro Alkorta. Anos depois, Cruyff diria que Romário foi o melhor finalizador que já treinou.
O ano terminou com o vice-campeonato europeu, na derrota por 4 a 0 para o Milan em Atenas, e com o título mundial pelo Brasil nos Estados Unidos, onde foi eleito o melhor jogador da Copa e, meses depois, o melhor do mundo pela FIFA.
No entanto, sua passagem pelo Barcelona durou pouco. Romário voltou das férias pós-Copa com três semanas de atraso, foi multado pelo clube e admitiu anos mais tarde que passou a render abaixo do seu nível de propósito para forçar a transferência. Em janeiro de 1995 assinou com o Flamengo. Deixou a Catalunha com 39 gols em 65 partidas oficiais.
Ronaldo Fenômeno e a temporada mais explosiva do Camp Nou
Foi apenas uma temporada, a de 1996/97, e ainda assim entrou para os livros de história do clube catalão. Ronaldo chegou aos 20 anos, vindo do PSV, assim como Romário, marcando 47 gols em 49 jogos e sendo artilheiro da La Liga com 34. Conquistou a Copa do Rei, a Supercopa da Espanha e a Recopa Europeia, decidindo a final contra o PSG.
O gol contra o Compostela, quando pegou a bola perto do meio-campo e atravessou a defesa adversária inteira antes de finalizar, virou material obrigatório em qualquer retrospectiva do clube. A saída da jovem estrela para a Inter de Milão no verão seguinte é lembrada até hoje como uma das maiores frustrações da torcida.
Rivaldo, o maior artilheiro brasileiro da história do Barcelona
Nenhum brasileiro marcou mais pelo Barcelona do que Rivaldo. Entre 1997 e 2002, ele somou 130 gols em 235 partidas oficiais e ergueu dois títulos da La Liga, em 1997/98 e 1998/99, além da Copa do Rei de 1998.
O pernambucano venceu a Bola de Ouro e o prêmio de melhor do mundo da FIFA em 1999.
Sua tarde mais lembrada foi 17 de junho de 2001, contra o Valencia, onde o Barcelona precisava vencer para ir à Champions League, e Rivaldo fez os três gols do 3 a 2. O último saiu de bicicleta nos minutos finais, uma das finalizações mais memoráveis do estádio.
Ronaldinho Gaúcho, o craque que reacendeu o clube
É impossível falar de brasileiros que jogaram no Barcelona e não citá-lo: contratado em 2003 por 21 milhões de euros, Ronaldinho chegou a um Barcelona que não ganhava títulos importantes havia anos e, além de ser a feição de uma revolução no clube, devolveu confiança a um elenco inteiro. Foram 94 gols em 207 jogos até 2008.
Sob o comando de Frank Rijkaard, conquistou La Liga em 2004/05 e 2005/06 e a Champions League de 2005/06. Levou a Bola de Ouro em 2005 e foi eleito melhor do mundo pela FIFA em 2004 e 2005.
Em novembro de 2005, marcou dois gols na vitória por 3 a 0 sobre o Real Madrid e foi aplaudido de pé pela torcida adversária no Bernabéu, cena rara no futebol espanhol.
Ronaldinho não foi apenas uma referência dentro de campo, mas também auxiliou na formação e nos primeiros passos do futebol profissional dos, provavelmente, três maiores nomes do clube catalão: Xavi, Iniesta e, claro, Lionel Messi.
Neymar e o ataque mais temido da década
Neymar chegou em 2013 e deixou o clube quatro anos depois com 105 gols em 186 jogos, após uma transferência recorde para o PSG pela bagatela de 222 milhões de euros, valor este que até os dias atuais segue sendo a maior transferência da história do futebol.
Ao lado de Messi e Luis Suárez, formou o trio conhecido como MSN, que marcou incríveis 122 gols na temporada 2014/15 e que coroou esta como uma das temporadas mais dominantes da história do clube, conquistando a tríplice coroa: La Liga, Copa do Rei e Champions League.
Na final da Champions League contra a Juventus, em Berlim, Neymar fechou o placar em 3 a 1 e entrou para a lista curta de brasileiros que marcaram em uma decisão de Champions pelo clube.
Outros nomes que deixaram marca na Catalunha
A relação entre o clube e o Brasil é longa demais para caber em cinco nomes. Vale conhecer também:
- Evaristo de Macedo (1957 a 1962): 105 gols em 151 jogos e dois títulos espanhóis.
- Belletti (2004 a 2007): autor do gol do título da Champions League de 2006 contra o Arsenal.
- Sylvinho e Edmílson: peças regulares do elenco campeão europeu de 2006.
- Giovanni e Philippe Coutinho: meias que passaram pelo clube em fases distintas e somam mais de 200 jogos juntos.
- Raphinha (desde 2022): já passou dos 75 gols, com 34 na temporada 2024/25 e mais 21 em 2025/26.
Um legado que segue sendo escrito
De Evaristo a Raphinha, o vínculo entre Brasil e Catalunha nunca ficou muito tempo interrompido. O clube joga com posse de bola e liberdade criativa, e poucos países produzem esse perfil de jogador com a frequência do Brasil.
Por isso a conversa sobre brasileiros que jogaram no Barcelona nunca termina de fato. A cada temporada surge um novo capítulo, e acompanhar La Liga de perto é a melhor forma de não perder o próximo. Quer seguir jogos com mais contexto e informações? Aposte na Betfair e confira o calendário das principais competições europeias!

