Saúde reforça importância da vacinação contra a dengue em Santa Catarina
Foto: Ricardo Trida / SecomGOVSC
Com a aproximação do período mais favorável à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, a combinação de calor e chuvas exige atenção redobrada da população e dos serviços de saúde em Santa Catarina. Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância da vacinação como uma das estratégias de prevenção da doença, associada à eliminação de criadouros do mosquito e às demais medidas de controle. A vacina contra a dengue para adolescentes de 10 a 14 anos está disponível nas unidades de saúde dos municípios catarinenses contemplados pela estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS).
Dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) mostram que a cobertura vacinal estadual está em 54,47% para a primeira dose (D1) e 27,45% para a segunda dose (D2). Os indicadores reforçam a importância de ampliar o acesso à vacinação, incentivar a adesão da população contemplada pela estratégia e garantir a continuidade do esquema vacinal.
“Com a chegada dos meses mais quentes e chuvosos, precisamos reforçar as medidas de prevenção da dengue. A vacinação é uma ferramenta importante para reduzir o risco de adoecimento e de complicações da doença. Por isso, é fundamental que o público contemplado procure os serviços de saúde e mantenha o esquema vacinal completo, conforme as recomendações”, destaca o diretor da DIVE, João Augusto Fuck.
A SES orienta que mães, pais e responsáveis verifiquem a situação vacinal de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos de idade, e procurem as unidades de saúde para iniciar ou completar o esquema recomendado. Quem já recebeu a primeira dose deve ficar atento ao prazo para a segunda aplicação, necessária para completar o esquema vacinal. O imunizante contribui na prevenção de casos graves e hospitalizações causadas pela doença.
A vacinação contra a dengue foi implementada de forma gradual em Santa Catarina desde o ano de 2024, conforme a ampliação da estratégia definida pelo Ministério da Saúde, com a inclusão de diferentes municípios e regiões ao longo do tempo. Por esse motivo, os indicadores de cobertura devem ser analisados considerando o período de oferta da vacina em cada localidade e o intervalo recomendado entre as doses.
Prevenção deve ser mantida
Além da vacinação, a eliminação dos criadouros do mosquito continua sendo uma medida essencial para prevenir a dengue. A população deve realizar inspeções periódicas em residências, quintais e estabelecimentos, eliminando recipientes que possam acumular água, como pneus, garrafas e outros objetos, além de manter caixas-d’água vedadas e calhas limpas.
A SES reforça que a vacinação não substitui as demais medidas de prevenção. O enfrentamento da dengue depende da atuação conjunta do poder público e da população, com ações permanentes de vigilância, controle do mosquito e proteção individual.
A participação da comunidade é fundamental para reduzir a proliferação do Aedes aegypti e contribuir para a prevenção da doença em Santa Catarina.
Mais informações:
Daniela Melo
Assessoria de Comunicação
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