Balanço 2023-2026: Sul de Minas lidera atração de investimentos e amplia oportunidades de trabalho após ações do governo estadual

Quando a Heineken iniciou sua operação em Passos, no Sul de Minas, um ano atrás, o técnico de segurança do trabalho Fernando Aparecido viu uma oportunidade que mudaria sua vida. Natural de Itaú de Minas, ele havia se mudado em busca de trabalho. A chegada da cervejaria permitiu que Fernando voltasse para casa, sem abrir mão de uma oportunidade profissional em uma grande empresa.
“Para trabalhar eu tive que ir embora, fui para o Paraná, mas com a vinda da Heineken pude voltar a viver próximo da minha família, dos meus pais, dos meus parentes, dos meus avós. Foi muito importante a construção da cervejaria para eu ter essa oportunidade”, resumiu.
O empreendimento foi resultado do esforço do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e da Invest Minas, que acompanhou o projeto desde as tratativas iniciadas em 2019, até a inauguração. Com investimento de R$ 2,5 bilhões, a unidade é a primeira greenfield (construída do zero) do Grupo Heineken no Brasil, construída do zero. A operação já gerou cerca de 350 empregos diretos, dos quais 60% são ocupados por moradores da região.
A história de Fernando ajuda a traduzir os resultados da política de atração de investimentos do Governo de Minas. Entre 2023 e 2026, o Sul registrou 245 projetos atraídos, o maior número entre as regiões do estado. Os empreendimentos abrangem áreas diversas como infraestrutura, indústria farmacêutica, embalagens, dentre outros.
“Nosso trabalho vai além de atrair empresas: buscamos criar condições para que os investimentos gerem oportunidades, renda e desenvolvimento socioeconômico. O Sul de Minas mostra como a combinação entre ambiente favorável, articulação com as empresas e vocações regionais pode transformar projetos em perspectivas concretas para a população”, afirma Milena Pedrosa, diretora-presidente da Invest Minas.
Ambiente favorável
A liderança regional também combina outros fatores. O Sul de Minas reúne o maior número de municípios que aderiram ao Minas Livre para Crescer, programa estadual de liberdade econômica. São 116 no total – com 41 no nível intermediário – em uma iniciativa que impacta cerca de 2,4 milhões de mineiros.
Ao simplificar regras e reduzir entraves, o programa contribui para tornar os municípios preparados para receber investimentos. A atração de grandes empresas, por sua vez, cria oportunidades para pequenos negócios e prestadores de serviços. Desde 2023, mais de 47 mil novas empresas foram abertas na região, conforme dados da Junta Comercial do Estado (Jucemg).
Mais oportunidades
Outro setor em crescimento na região é o farmacêutico, com destaque para os investimentos recentes da Cimed, em Pouso Alegre, que superam R$ 500 milhões. Terceira maior indústria do segmento do país, a empresa tem dois complexos fabris no município, um centro de distribuição central e a gráfica em São Sebastião da Bela Vista.
Esse crescimento reflete na trajetória de seus profissionais. Há cinco anos na empresa, Larissa Fernanda Venâncio começou como auxiliar de produção e passou por diferentes funções até chegar à área de Recursos Humanos. “Sou muito grata pelas oportunidades que a Cimed me deu e pelo crescimento que tive até aqui. Com a empresa, conquistei minha carteira de habilitação e meu carro próprio. Sou muito feliz por trabalhar com o que amo”, conta.
As trajetórias de Fernando e Larissa mostram duas faces do desenvolvimento econômico: a possibilidade de trabalhar perto de casa e a oportunidade de crescer. Quando investimentos e políticas de melhoria do ambiente de negócios caminham juntas, seus efeitos ultrapassam os limites das fábricas e alcançam a vida das famílias e a economia dos municípios.
Investimentos geram empregos
Desde 2023, o Governo de Minas, por meio da Sede-MG e da Invest Minas, atraiu mais de R$ 304 bilhões em investimentos privados para todas as regiões do estado. Ao todo, são 907 projetos distribuídos por 320 municípios.
Entre os principais setores estão a infraestrutura (R$ 58,1 bilhões), mineração (R$ 32 bilhões), energia solar (R$ 29 bilhões), sucroenergético (R$ 22,4 bilhões) e fertilizantes/remineralizadores (R$ 21,9 bilhões). A expectativa é de geração de mais de 193 mil empregos diretos a partir dos investimentos.
